segunda-feira, julho 17, 2006

Alguém anotou a placa da boca que me atropelou?

Foi quente. Quente como havia muito tempo não acontecia.
Bebi demais, eu sei. Mas não jogo jamais a culpa na bebida, pois eu sabia muito bem o que estava fazendo. Fui impaciente, desconsiderei perigos, pensamentos alheios, mandei todos se foderem e fui feliz! Rá! E como fui!
Estávamos nos encostando desde que chegamos, mas a timidez de ambos não permitia mais do que risadas e troca de olhares furtivas demais.
Lembrava-me sempre que no seu perfil no orkut ele dizia que gostava de mulheres de atitude. Eu pensava que tinha que tomar uma atitude logo.
De repente, não sei em que parte, não sei em que momento, eu simplesmente olhei pra ele e disse:

- Vem cá, deixa eu fazer uma cois...

É, foi assim mesmo. Nem deu tempo de terminar de falar, nem pensar. Grudei meus lábios no dele, nos enlaçamos e começamos a dançar ritmicamente uma dança que eu diria que é a verdadeira dança do acasalamento.
Púbis com púbis, num embalo louco, enquanto bocas se devoravam no entorpecimento da bebida e mãos delineavam o contorno do tronco.
Excitação, desejo, o fôlego já não dava e então parávamos. Mas era o tempo de respirar um pouco, e quando nossos corpos se encostavam novamente, automaticamente nossas bocas se procuravam, voluptosas, loucas, insanas.
A pista estava se tornando desconfortável, então o levei para um canto meticulosamente esquadrinhado por meus olhos enquanto o desejava, e lá continuamos nossa louca “conversa”.
A parede não permitia que meu corpo fugisse a suas investidas contra meu púbis, e em decorrência disso, ele me levantava e abria meus braços, beijava meu pescoço e o chupava, como se quisesse realmente me devorar.
Não sei por quanto tempo ficamos assim, mas sei que depois de tudo isso, voltamos pra pista, nos beijamos mais um pouco e ele foi embora.
E isso eu diria que foi perfeito! Se ele tivesse ficado por mais algum tempo, aquele beijo não seria de forma nenhuma especial. Nem pedi para que ficasse, o acompanhei até a saída, dei outro beijo e boa noite. Literalmente boa noite.
Será que acontece de novo? Torço pra que sim.
Saldo da noite: pescoço extremamente dolorido, monte de Vênus arroxeado e dolorido e VÁRIAS marcas de chupada no pescoço.
Essa vai pra galeria de melhores ficadas, com certeza.

terça-feira, julho 11, 2006

A descoberta da sexualidade


Lembro até hoje do horror da minha mãe ao ouvir que eu não iria casar virgem. Eu tinha então 15 anos e era moleca demais pra entender o que dizia, mas sabia que com meu fogo, assim que tivesse a oportunidade, transaria.

Nunca acreditei em príncipes encantados, nem em contos de fadas. Sempre brincava de barbie com idéias sexuais, do tipo ver a bucetinha dela, ou na hora de brincar de papai e mamãe tinha que ter a parte do quarto. Brincadeiras normais de criança, mas nunca exagerei... A descoberta da sexualidade e do tesão foi uma coisa tão gostosa!

Vi meu primeiro vídeo pornô com 6 anos, era um filme europeu e as mulheres tinham as "ditas" muito cabeludas, rs. Lembro de tudo, ficava boba de vê-las fazendo oral, sendo chupadas, mas nunca achei nojento. Afinal, se elas faziam era porque devia ser bom... e como é.

Depois conheci sonhos molhados... a porcaria desse desenho não vi até hoje, mas me intrigava ler a sinopse que dizia que era uma coisa irmão com irmã, eu não entendia aquilo, até um dia que resolvi dar um beijo na boca do meu irmão, q tinha 4 anos... Crianças, rs. Me lembrem de evitar que meus futuros filhos façam isso... rs

E ai eu cresci e virei essa mulher sedenta por sexo! Brincadeira, sempre gostei de sexo, mas acho que mais pelo fato de ser ainda um tabu do que por ser bom mesmo. Loucura isso, né?

Porque sexo, pra ser gostoso, tem que ter vários fatores. Não é só deitar e deixar alguém colocar o "bagulho" lá. É mais do que isso, muito mais, isso não é nada pra falar a verdade...

E é por isso que vou logo falar como foi minha primeira e única experiência de sexo misturado com amor. Ainda não me recuperei dela.


segunda-feira, julho 10, 2006

A primeira marca

As minhas melhores experiências sexuais foram as que deixaram marcas físicas. Sai literalmente roxa delas.
Sexo gostoso é aquele feito por tesão, com desejo da pele, vontade de devorar a outra pessoa.
É quando nós mulheres ficamos molhadas só pelas palavras ditas ao pé do ouvido, apenas com a língua passeando pela nossa boca, sentindo o toque leve dos lábios... Gosto de beijar devagar, de tocar e acariciar a boca do outro com meus lábios, como se fossem mãos. Gosto de usar minhas mãos pra descobrir partes do corpo que retirem um murmúrio de excitação dos lábios do meu amante.
Gosto de olhar nos olhos enquanto troco caricias labiais. Caricias sim, porque ainda não chamo de beijo esse leve tocar de carnes.
O beijo é uma relação sexual oral. É praticamente uma penetração bucal, onde os dois podem fazer o papel masculino ou feminino. O beijo às vezes pode ser melhor que a penetração em si. Melhor ainda quando os dois são bons.
E esse Déjà Vu é sobre minha primeira experiência com marcas. E beijos.
Nos encontramos no metrô consolação, depois de uma breve conversa no msn e um trocar de fotos. Ali mesmo nos beijamos, e que boca ele tinha! Ali eu descobri o que era beijar gostoso, tudo naquele dia foi bom, por mais idiota que o parceiro fosse.
Percebemos que só beijar era pouco. Não tínhamos tempo, eu teria que ir embora, então fomos tomar um café na Paulista.
E da Paulista pegamos um ônibus até a USP, e de lá até o apartamento dele num dos alojamentos, e eu não fazia idéia de onde estava, sem dinheiro, com fome, perdida com um estranho.
Bem, ele tinha uma tatuagem e realmente pedi para ver apenas a tatuagem, mas ele entendeu que queria vê-lo sem roupa e tirou tudo. Quase gritei, é verdade, nunca tinha visto nada tão agressivo e grande até aquele dia. Essa experiência me fez ter gosto por tamanhos grandes, rs. Tinha 22 anos e só tinha tido um homem até então. Como quem está na chuva é pra se molhar, eu tomei um senhor banho, rs. Até massagem tailandesa rolou.
Delícia é pouco pra definir o que aconteceu, fizemos tudo menos penetração, e acabei passando a noite por lá. Nem conseguia dormir de preocupação e ansiedade, nunca tinha estado com alguém da minha idade, bonito como ele e de quem só sabia o primeiro nome. Quando eram 3:30 da madrugada, pedi para ir embora.
Na semana seguinte, estava em êxtase! Ele foi um dos maiores canalhas com quem sai, mas as marcas que ele deixou foram as melhores!
Saldo da noite: 7 manchas roxas, no braço, coxa, seios e bunda. O pior é que a primeira nem foi eu quem descobriu e sim uma amiga, quando viu meu braço todo roxo... rs.
Demorei uma semana pra me recuperar do acontecido, me sentir menos usada e aproveitar a experiência.
Depois dessa, minha relação com o sexo casual nunca mais foi a mesma...